Contradição: Alta cozinha democratizada em Bragança

Os irmãos Tó e Óscar Geadas, que puseram Trás-os-Montes no mapa das estrelas Michelin com o seu restaurante G, abriram um gastrobar na cidadela: o ConTradição. É alta cozinha em doses mais reduzidas, com preços mais acessíveis e ambiente descontraído.

 

Os irmãos Geadas, que conquistaram a primeira estrela Michelin para Trás-os-Montes, com o seu restaurante G, acabam de abrir um gastrobar na cidadela de Bragança. ConTradição é como se chama o novo espaço, que procura democratizar a alta cozinha. As doses são mais reduzidas e os preços mais acessíveis, a atmosfera é informal, mas a equipa é a mesma do G, instalado na Pousada de Bragança.

O novo negócio é fruto da pandemia: para manter toda a equipa que vem acompanhando a família, os irmãos Tó e Óscar Geadas decidiram apostar numa casa com minipratos e vinhos de todo o país, muitos de cariz natural, a provar que “uma taberna portuguesa à antiga se pode transformar em algo muito nobre” – o espaço, “num sítio onde toda a gente vai” (o castelo de Bragança), acolheu mesmo uma taberna.

“O ambiente é muito descontraído. As pessoas podem beber um copo de vinho e comer um miniprato diferente do que seria expectável dentro de muralhas”, descreve Tó Geadas. Há duas propostas mais robustas: o entrecôte de vaca maturada, batata e espargos; e o carabineiro ao alho. De resto, a carta assenta em mini pratos, como o lagarto de porco bísaro com espuma de batata nova e azedas; ou a truta escalfada com erva peixeira e açorda. Cada um disponível por 8 euros.

Já a sobremesa pode ir da tarte de maçã de Carrazeda de Ansiães, tomilho e mel com gelado de cerveja; ao pudim Abade de Priscos com citrinos e maçã. Os sabores da região – e do país – continuam presentes, simplesmente são apresentados de forma distinta. “Isto só existe devido à tradição – à nossa tradição familiar e à tradição gastronómica -, mas não ficamos amarrados a ela. É uma cozinha completamente contemporânea, mais acessível a quem visita a cidadela, e muito virada para as pessoas da cidade”, conclui Tó.

In Evasões JN